A Proximus Belgacom coloca as pessoas no centro da gestão

"O fator humano é essencial para nós e, por isso, nos preocupamos muito com o desenvolvimento profissional e pessoal dos nossos colaboradores."

Martine FRÉBUTTE

Diretora da Universidade Corporativa, Belgacom

Proximus Belgacom

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A Proximus Belgacom coloca as pessoas no centro da gestão

Setor

Mídia & Telecom

Desafio

Desenvolver uma cultura de liderança

O setor de telecomunicações está em constante mudança, o que significa que para manter a competitividade, as empresas precisam inovar constantemente. E como as iniciativas mais inovadoras são frequentemente resultado do trabalho em equipe, a maioria dos projetos agora são realizados de forma colaborativa.

Na Belgacom, o fornecedor líder de serviços de telecomunicação integrada na Bélgica, projetos como esse são liderados por chefes de equipe ou especialistas. Se estão liderando uma equipe em um dos escritórios das filiais do grupo ou gerenciando projetos que envolvem vários departamentos, espera-se que transmitam uma visão emocionante do futuro e motivem equipes a construir esse futuro juntos.

A Belgacom está convencida de que em ambientes complexos, o melhor desempenho e eficiência não podem mais ser alcançados somente com especialidade ou conhecimento de processos; o foco agora está no desenvolvimento de competências comportamentais. Como explica Martine Frébutte, Diretora da Universidade Corporativa da Belgacom: “O fator humano é essencial para nós e, por isso, nos preocupamos muito com o desenvolvimento profissional e pessoal dos nossos colaboradores. É por isso que acreditamos ser vital considerar a dimensão emocional dos relacionamentos profissionais”.

Há 1.750 chefes de equipe dentre os 17 mil funcionários. Seja treinamento presencial, on-line ou com tutoria, uma variedade de recursos voltados para as competências comportamentais foi disponibilizada para esse público. No entanto, esses recursos não se concentravam suficientemente em competências interpessoais: “Após esses cursos, mesmo que os colaboradores já estivessem familiarizados com os princípios básicos de competências interpessoais, eles continuaram a se concentrar em metas e números e davam pouca ênfase no aspecto humano”, disse Martine Frébutte. “Sentimos a necessidade de lançar uma nova iniciativa com foco em temas interpessoais.”

Serious Games: uma ponte entre treinamento e experiência profissional

Consciente do sucesso dos Serious Games na educação superior e nos ambientes corporativos nos EUA, a Belgacom decidiu desenvolver um de terceira geração para chefes de equipe em colaboração com a CrossKnowledge. Essa decisão estava não só alinhada com a estratégia Entertainment and Beyond (Entretenimento e Mais, tradução livre) do grupo, mas também foi motivada por outros fatores, como um desejo de colocar os participantes em situações em que ouvir atentamente, ser determinado e ter capacidade de liderança são fundamentais. “Embora os exercícios de role play, a interpretação de papéis hipotéticos, tenham sua utilidade, eles eram muito breves para nos ensinar lições que podem ser aplicadas na prática posteriormente”, disse Martine Frébutte. O grupo também estava ansioso para antecipar as necessidades de treinamento testando um método que provavelmente atrairia os talentos de amanhã, em outras palavras, a Geração Y.

O lançamento do jogo e do pacote completo que o acompanha foi anunciado em janeiro de 2012 em uma conferência que contou com a presença de todos os líderes de equipe envolvidos. Como disse Martine Frébutte, “um jogo não pode ser abordado como um curso de treinamento on-line, os alunos precisam realmente se envolver ao longo do tempo”. Para promover esse experimento coletivo, um cuidado especial foi tomado com o plano de comunicação que apoiaria o projeto. O quadro superior teve uma prévia antes que o jogo fosse apresentado às equipes, e os chefes de equipe receberam suas senhas por e-mail. Ademais, uma variedade de ferramentas e recursos foi disponibilizada para eles: guias do usuário em forma de baralho, módulos de e-learning para ajudar as pessoas a aprender as regras do jogo e sessões especiais no horário do almoço.

Jogos como promotor do intercâmbio interpessoal

Esse jogo específico é formado por quinze sessões de meia hora. Onde quer que esteja, a qualquer hora do dia, o jogador pode entrar no portal, digitar a senha e usar seu avatar para vivenciar as situações inspiradas pelo seu trabalho. Na medida em que as sessões progridem, o jogador deve lidar com as pessoas que possuem diversos perfis diferentes: algumas cooperam, outras são incrédulas, enquanto algumas são totalmente hostis. Decisões precisam ser tomadas durante cada sessão; quando isso acontece, há três opções abertas ao jogador. Para garantir a continuidade da sua própria experiência, o jogador precisa realizar tarefas na vida real. “Por exemplo, após cinco sessões”, explica Martine Frébutte, “o jogador recebe a tarefa de persuadir dois chefes de equipe que ainda não começaram a jogar a se envolverem”. Essas tarefas são uma forma de garantir que os participantes conversem uns com os outros sobre o jogo, e que ultrapassem o ambiente virtual e adentrem a vida real.

Além disso, embora o jogo seja individual, a Belgacom se certificou de formar um total de 32 subgrupos de 60 jogadores com características diversas em termos de idade, função e nível hierárquico. Quando se conectam, os jogadores acessam seus perfis e também podem ver qual nível do jogo cada membro do mesmo subgrupo alcançou, o que os estimula a conversar com as pessoas com quem não teriam contato de outra forma.

Avaliando perfis de liderança

Durante as sessões, os jogadores podem acessar suas “pontuações” pelo portal. Não há respostas certas ou erradas. Pelo contrário, o jogo procura estabelecer o perfil do jogador de acordo com critérios como: em que medida estão abertos aos outros, em que medida são prospectivos, como lidam com suas emoções etc. Para ajudá-los a aproveitar essas informações ao máximo, os jogadores recebem um panfleto que detalha os critérios e delineia os diversos perfis de liderança.

O departamento de RH tem acesso aos dados operacionais de cada aluno, assim, pode saber em qual fase do jogo os colaboradores se encontram, bem como a pontuação de cada um. Com isso, é possível ter um retrato geral do perfil de liderança da empresa. O jogo permite que cada participante identifique seus pontos fortes e fracos e as áreas para melhoria em termos de liderança e trabalho em equipe. Módulos de treinamento extras são oferecidos aos jogadores quando o jogo termina, para que possam desenvolver suas competências nas áreas que identificaram. Como outra prova do sucesso da iniciativa, a Belgacom pretende usar a tecnologia para desenvolver novos Serious Games visando treinar outros grupos de alunos.

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